William Henry Gates III é o Presidente e Diretor Geral da Microsoft Corporation, empresa líder no desenvolvimento e fornecimento de software para computadores pessoais. Nasceu no dia 28 de Outubro de 1955, em Seattle, e viveu lá durante toda a sua infância.
Bill Gates começou a sua carreira como programador aos 13 anos, numa escola privada, a Lakeside School, no Norte de Seattle. Em 1975, Gates e Paul Allen, seu amigo de infância, abandonaram a universidade, criaram a Microsoft Corporation e dedicaram todo seu tempo à ela.
O primeiro produto comercial da empresa foi o BASIC para o MITS Altair (Micro Instrumentation Telemetry Systems), produzido no mesmo ano. Atualmente, Gates encontra-se envolvido na direção e na tomada de decisões estratégicas na Microsoft, desempenhando um papel de relevo no desenvolvimento técnico de novos produtos.
Em 1995, Gates escreveu o livro Rumo ao Futuro (The Road Ahead), a sua visão de como a informação tecnológica tomará conta da sociedade. Este livro manteve-se como número um na lista dos mais vendidos no New York Times, durante 7 semanas.
Os resultados das vendas do livro são doados a um fundo não-lucrativo que apóia professores que incorporam computadores nas suas salas de aulas. Além disso, ele doou quase 1 bilhão de dólares para obras assistenciais, incluindo 200 milhões de dólares para a Gates Library Foundation.
A fim de ampliar seus investimentos Bill Gates investiu nos telefones celulares da Teledesic. Estabeleceu, em 1994, a William H. Gates Foundation, que apóia uma variedade de iniciativas de interesses particulares para Gates e para a sua família. Somente nesse ano a Microsoft consolidou-se a líder mundial na produção de software para microcomputadores. Entretanto Bill Gates já era o homem mais rico do mundo desde 1992, quando suas ações da Microsoft valiam US$ 5,6 bilhões. Hoje, os 24% do capital em suas mãos valem US$ 51 bilhões.
Torrando US$ um mil por minuto, 24 horas por dia, 365 dias por ano, levaria 95 anos para quebrar.
Leia abaixo trechos de uma entrevista cedida por Bill Gates à revista ISTOÉ em 22 de abril de 1998
ISTOÉ – A subsidiária brasileira da Microsoft era em 1996 a décima maior do mundo e neste ano se tornará a oitava.
Leia abaixo trechos de uma entrevista cedida por Bill Gates à revista ISTOÉ em 22 de abril de 1998
ISTOÉ – A subsidiária brasileira da Microsoft era em 1996 a décima maior do mundo e neste ano se tornará a oitava.
Qual a importância do Brasil na estratégia da sua empresa?
Gates – A Microsoft tem um comprometimento de longo prazo com o mercado brasileiro e tem investido nele continuamente, apesar dos altos e baixos da economia. Estamos sempre procurando saber o que nossos clientes no Brasil querem, e a boa notícia para nós é que seus desejos são muito similares aos de nossos clientes em todo o mundo.
Querem preços menores, usar a Internet para obter vantagens nos negócios, saber como podemos ajudá-los a investir em comércio eletrônico.
O Brasil é um mercado muito interessante, em particular por causa do seu crescimento, mas também porque é um país onde os bancos investiram muito em tecnologia.
O Bradesco, por exemplo, tem 200 mil clientes usando seus serviços via Internet. É mais do que qualquer banco americano.
ISTOÉ – Acredita que os computadores podem reduzir o fosso entre as pessoas e os países ricos e pobres ou irão aumentá-lo?
Gates – No futuro, a chance de conseguir um bom emprego estará mais ligada ao seu nível de ensino do que ao país de onde você é.
Hoje, um profissional com doutorado na Índia ganha muito menos do que um americano com a mesma qualificação.
Mas essa disparidade vai mudar, devido ao avanço e ao barateamento dos meios de comunicação. Quando esse futuro chegar, as disparidades que existirão não serão entre países, mas entre pessoas.
Quem tiver acesso a um bom nível de ensino terá maiores oportunidades do que quem não tem a mesma qualificação.
Por que as economias de Cingapura e da Coréia têm tido tanto sucesso nos últimos anos?
Porque esses países investiram em educação.
ISTOÉ – Mas no Brasil não é assim. O nível educacional médio da população é baixíssimo. Se o governo não investir para mudar drástica e rapidamente este panorama, o País ficará irremediavelmente para trás?
Gates – O avanço da tecnologia é um fator a favor do Brasil, porque as empresas brasileiras, pelo menos as grandes empresas, estão investindo em tecnologia para poderem concorrer em todo o mundo.
As novas tecnologias estão sendo usadas na medicina, no desenvolvimento de novas variedades de sementes para a agricultura, irão ser empregadas pelo governo para torná-lo mais transparente e para impedir a corrupção.
Não há dúvida de que o Brasil sairá beneficiado. Mas não se pode achar que o País diminuirá sua distância com as nações mais ricas valendo-se apenas das novas tecnologias e sem investir em educação.
Outro problema é a qualidade dos serviços de telecomunicação, que precisa melhorar para que mais brasileiros tenham acesso à educação através dele. Educação e o uso da tecnologia na educação são os melhores investimentos que o Brasil pode fazer.
ISTOÉ – Quais são as principais linhas de pesquisa seguidas pelos laboratórios da Microsoft para criar o PC do século XXI?
Gates – Investimos em diversas frentes muito complexas para tornar o uso dos PCs cada vez mais fácil e amigável, como reconhecimento de voz, entendimento de linguagem, reconhecimento de imagens, reconhecimento de escrita à mão no computador que conhece os desejos e gostos do usuário para ajudá-lo na busca de informações. Outra área importante é a de segurança, para garantir transações comerciais tão seguras na Internet a ponto de o usuário nem se preocupar com isso.
ISTOÉ – E quando essas tecnologias vão chegar aos lares e escritórios?
Gates – Bem, acho que daqui a cinco anos reconhecimento de voz será uma realidade. Daqui a dez anos, teremos um computador prancheta para carregar para todos os lugares. Terá a mesma capacidade dos PCs de hoje, mas será muito menor.
ISTOÉ – Que sites costuma visitar na Internet?
Gates – Compro livros na Amazon Books (http://www.amazon.com/), leio o noticiário da Microsoft–NBC (http://www.msnbc.com/), o canal de notícias que temos em associação com a rede de tevê NBC. Navego na rede vendo quatro sites ao mesmo tempo, para ver como estão os sites dos nossos concorrentes, as páginas da Microsoft, os sites das revistas de negócio.
ISTOÉ – O sr. investe em empresas de telecomunicação e biotecnologia.
Por quê?
Gates – Minha principal preocupação é o meu trabalho na Microsoft, é 99% do que eu faço. Mas investi em uma empresa de biotecnologia de Seattle como um hobby, pois acho que essa tecnologia, ao lado da informática, irá mudar e melhorar o mundo mais do que qualquer outra coisa.
Outro investimento é em telecomunicações. Um amigo meu é um pioneiro no negócio de telefones celulares e me procurou para formar a Teledesic, que vai oferecer transmissão ultra-rápida de dados e conexão com a Internet em qualquer lugar do globo via satélite.
ISTOÉ – Como é viver numa casa de US$ 50 milhões recheada da mais avançada tecnologia?Gates – Tenho diversos equipamentos que acho que no futuro todo mundo vai possuir.
Quando quero ouvir música, escolho a canção em uma lista num monitor sensível ao toque. Faço o mesmo quando quero assistir a um vídeo. Estou conectado a uma biblioteca de imagens que a Corbis (empresa de arquivo de fotos que ele é dono) tem ligada à Internet.
Posso escolher um tópico como veleiros ou Brasil e o monitor de altíssima resolução me mostra as fotos relacionadas. Para fazer tudo isso tenho uma conexão ultra-rápida ligando a minha casa à Internet.
Com ela, não preciso esperar um modem ligar para entrar na rede. Eu simplesmente digito o que quero para poder ler críticas de filmes ou escolher um restaurante para ir. Acho que todo o mundo um dia terá uma conexão tão rápida quanto a minha.











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